Archive for outubro, 2009
Esta é uma história verídica!
Aconteceu no ano da graça de 1972, no litoral norte do Estado de São Paulo, na época na deserta praia de São Lourenço, distante 120 km da cidade de São Paulo.
São Lourenço era um verdadeiro paraíso, hoje infelizmente trata-se de um condomínio fechado.
A gente tinha uma turminha que saía sempre para acampar nessas praias desertas.
Saímos do Ginásio Industrial Estadual Dona Escolástica Rosa, na Ponta da Praia de Santos, logo após a última aula de sexta feira, mais ou menos por volta das 23 horas.
Nessa feita fomos, eu, Jorge, Márcio, e Nito, mais umas duas garrafas de conhaque e algumas outras de não menor teor alcoólico, que compramos numa padaria no Guarujá.
Conseguimos pegar o ultimo ônibus para Bertioga, e de lá seguimos a pé, até a paradisíaca São Lourenço.
A gente curtia tanto essa praia que até camisetas personalizadas com o nome dela a gente tinha.
Nas mochilas além do bom e velho conhaque levávamos várias lanternas, um toca fitas K-7 (só quem é da minha época vai saber o que era, mas quem quiser saber, é só buscar no bom e velho Google), dezenas de pilhas para o K-7, dezenas de fitas de rock (Pink Floyd,Crosby,Stills,Nash & Young,Black Sabath,Deep Purple,Uriah Heep, Grand Funk,Genesis,Led Zepelin),dezenas de latas de sardinha, macarrão espaguetti, alguns bifes grossos para churrasco,cebolas,etc.
O restante a gente sempre comprava por lá mesmo, no único bar/quitanda/mercearia do local.
Por volta das 2 horas da manhã a gente armava nossa barraca, na areia da praia, bem distante da água.
Água simplesmente maravilhosa.
A fome ia bem alta, e precisávamos montar nosso “fogão”.
Existia uma estradinha bem pequena, que saía da praia no sentido Bertioga, paralela à estrada principal, mas que ia somente até o cemitério do vilarejo, o Campo Santo.
Era de lá que a gente ia buscar tijolos para a confecção do nosso fogão.
Dessa feita fomos eu e o Márcio, enquanto Jorge e Nito preparavam a carne para a gente assar.
De posse de duas lanternas eu e Márcio iluminávamos o caminho até o Campo Santo.
Chegamos e começamos a procurar por alguns tijolos, que sempre estavam disponíveis por lá.
Logo demos de cara com um túmulo em construção ou reforma não me lembro mais.
Por cima da sua laje ainda havia vários tijolos soltos, um verdadeiro “achado”.
Carregamos uns vinte tijolos em duas das nossas mochilas vazias e voltamos felizes para o “acampamento”.
Tratamos logo de montar o fogão e acender o carvão, pois o estômago roncava com força.
Como era de praxe, um verdadeiro ritual mesmo, enquanto o fogo pegava, e a carne já estava depositada sobre a grelha, partimos todos para nosso tradicional mergulho da madrugada na maravilhosa água de “San Lorenzo”.
Após uns quatro ou cinco mergulhos e algumas braçadas, voltamos para terminar o jantar.
Quando chegamos, cadê a carne ?
Não restava nenhum dos quatro grandes bifes na grelha.
A princípio pensamos em ser sacanagem de algum de nós, hipótese logo descartada, pois fomos os quatro juntos para o mar.
Começou a pintar um clima de suspense, pois a primeira coisa que veio à nossa cabeça foi de ter algum ladrão pelas redondezas.
A praia, como sempre nessa época do ano, estava totalmente deserta, apenas nossa barraca estava fincada em quilômetros de areia.
Subimos até a estrada, olhamos de um lado para outro, e nada, nenhuma viva alma.
Em seguida pensamos em algum cão vira lata que poderia ter passado e surrupiado os bifes.
Foi quando o Jorge lembrou que fosse homem ou cão, certamente teria deixado pegadas na areia da praia.
De posse de nossas lanternas, e ajudados pelo luar, vasculhamos o local, mas só conseguíamos visualizar nossas próprias pegadas indo e voltando do mar e subindo até a estrada.
Bem, o jeito foi então abrir umas latas de sardinha, e salsicha, e comer com pão, bebida ainda tinha bastante.
Combinamos que iríamos nos revezar montando guarda, a cada 2 horas, se bem que restavam apenas umas 3 horas para o sol subir no horizonte.
Assim foi que no sorteio coube ao Jorge ser o primeiro a montar guarda, enquanto os demais dormiam o sono dos justos.
Acontece que não sei se o Jorge bebeu mais do que nós, ou se ele realmente ficou assustado com o desaparecimento misterioso dos bifes, que lá pelas 4 horas da manhã ele nos acorda aos berros com a cabeça enfiada dentro da barraca,
“Acordem, acordem, venham ver isso…”
Sonados e embriagados por ambos (sono e conhaque) saímos com muita dificuldade da barraca.
Ao conseguirmos clarear as idéias ele apontava para a direção da estradinha do cemitério e jurava que havia visto um vulto todo de branco acenando para ele e lhe dando uma “banana” com os braços.
Nossa atitude foi unânime, soltamos uma enormidade de impropérios para cima dele e por pouco não o jogamos no mar para curar sua bebedeira.
Estávamos tão “travados” pelo excesso de conhaque, que o sumiço dos bifes e a “visão” do Jorge nem de perto arranhou nosso sono.
Ainda soltando mais um monte de impropérios, voltamos os três para o interior da barraca e deixamos o pobre Jorge à sua própria sorte.
Só acordamos já com o sol bastante alto, e com uma baita dor de cabeça.
Saímos da barraca e lá estava o Jorge sentado num banquinho de tijolos que havia sobrado da construção do fogão com os olhos fixos na estradinha do cemitério.
Foi com muito custo que conseguimos nos lembrar do misterioso sumiço dos bifes e do Jorge nos acordando.
Tratamos todos de dar um belo mergulho e fazer um bom café da manhã, com ovos fritos, (coisa que foi bem fácil, pois com o medo do tal vulto de branco o Jorge deixou o fogão aceso o resto da madrugada, abastecendo o mesmo com carvão), pão com manteiga e mortadela, nescafé e bananas.
Agora, já bem refeitos da ressaca pudemos conversar melhor com o Jorge.
- Seus “veados”, a coisa foi bem assim, eu estava olhando para as estrelas curtindo Pink Floyd, quando sem querer me voltei para a estradinha do cemitério, e vi o vulto branco que acenava para mim, em seguida ele me deu várias vezes uma “banana” com os braços…
E Jorge repetiu várias vezes o gesto de dar “bananas”.
O Lúcio não quis ouvir outra coisa e rolava de rir, o que deixou o Jorge irritadíssimo a ponto de lhe dar um ponta- pé na bunda.
- CACETE, CARAS, EU JURO QUE VÍ, EU NÃO BEBI NEM METADE DO QUE VOCÊS ENTORNARAM.
Quando ele falou isso foi que caímos na real, pois o Jorge realmente era o único de nós que quase não bebia, ele sempre foi o mais sério de todos nós, e o mais ajuizado também.
Foi então que a coisa realmente começou a nos preocupar.
Depois de mais alguns mergulhos tomamos a decisão de dar uma passadinha pelo cemitério, pois já eram 10 da manhã de um dia maravilhoso de sol.
Combinamos de ir em três, para um ficar tomando conta da barraca, coisa que nunca foi preciso fazer ali em “San Lorenzo”.
Deixamos o Nito na barraca, pois como eu e o Márcio tínhamos ido pegar os tijolos, achamos que deveríamos ir junto com o Jorge, que tinha visto o tal vulto.
Em nossa cabeça, talvez o tal vulto pudesse ser um zelador do cemitério ou alguma coisa parecida.
Caminhamos mais ou menos descontraídos, porque, convenhamos, ir a um cemitério deserto não é lá um bom passeio, principalmente se você está de “cara limpa”.
Chegamos até o local e demos uma boa espiadela ao redor.
O cemitério não tinha sequer muros, e deveria ter cerca de uns 50 ou 60 túmulos.
Não havia também nenhuma casa ou capela que servisse para alguém exercer o trabalho de zelador ou coisa que o valha.
Muito mato misturado com as lápides, e só.
Fomos até o túmulo que estava em construção ou reforma e o que encontramos em cima da lápide?
Um prato de papelão com quatro grandes bifes colocados um ao redor do outro!!!
Confesso que um frio percorreu minha espinha, o Jorge saiu correndo de volta ao “acampamento” e o idiota do Lúcio desandou a rir sem parar, de puro nervosismo.
Deixamos os bifes lá, e voltamos apressados para a barraca.
Depois de contar tudo ao Nito, ele resolveu ir até lá conferir, mas exigiu a companhia de mais alguém. Seu irmão Jorge se negou terminantemente a voltar ao Campo Santo, então fomos os três.
Ao retornarmos à barraca, já sabíamos o que iríamos fazer.
Desmontamos o fogão, lavamos os tijolos que ainda estavam aquecidos no mar, e junto com os que sobraram tratamos de devolver todos ao seu túmulo, viagem essa que mais uma vez fizemos sem o Jorge.
Inclusive por sugestão do Jorge, desmontamos a barraca e tratamos de montá-la alguns quilômetros mais distante da estradinha do cemitério.
Não foi por acordo, mas por coincidência, nenhum de nós voltou a tocar naquele assunto durante o resto do acampamento.
Ainda iríamos acampar várias vezes mais na praia de “San Lorenzo”, mas nunca mais fomos ao cemitério.
Esta é uma história verídica !

Conto criado para a blogagem Coletiva “Contador de Histórias”, do Kriativa Blog. Tema do Mês: Uma Noite de Arrepiar
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Observando a natureza, vemos pássaros coloridos pelo espaço azul. Também encontramos pássaros caídos dos ninhos, que dependem, para viverem, da boa vontade de quem os encontre e auxilie.
Existem os pássaros livres a cantar pelas campinas e outras aves, engaioladas, limitadas.
Não têm liberdade de beijar o sol, nem desfrutar dos ventos que sopram sobre os céus de anil.
Da mesma forma que encontramos aves livres e aves engaioladas, limitadas, temos as crianças.
Existem muitos lares-gaiolas, lares-prisões, lares-opressão, em contraste com poucos lares-canteiros, lares-bosques exuberantes, lares-céus-azuis.
Os primeiros são os que reprimem, que enxergam somente um lado sombrio em tudo.
Os que mutilam o caráter, que inibem a criatividade, que maculam a pureza ou que perturbam a alma infantil.
Tudo graças à imperícia ou má-vontade dos adultos que os conduzem.
Os segundos são os lares como Deus deseja para os seus filhos recém-chegados às experiências corporais.
São lares que observam, que norteiam, que corrigem, que cooperam para o acerto.
Lares que incentivam o bem, que valorizam as conquistas felizes e que deixam, enfim, crescer os pequeninos.
Há crianças que ficam à espera que algum amigo ou vizinho as possa resgatar dos tentáculos dos seus próprios ninhos que as devoram, aos poucos.
Outras se apresentam aflitas diante da perspectiva ou da atuação da violência. Ficam ansiosas, neurotizadas.
Outras mais se apresentam deprimidas em face do abandono a que são relegadas.
Essas esperam, desesperançadas, o que o amanhã lhes haverá de propiciar.
Pensemos nesses pequeninos, como pensamos nos pássaros que correm risco de extinção.
Tratemos de preservá-los com a contribuição do acompanhamento maduro e afetuoso.
Providenciemos-lhes assistência escolar, formação moral nobre e segura, horas de encantamento lúdico construtivo.
Desta forma, as estaremos auxiliando a superar a infância difícil, a meninice em perigo, tal como costumam encontrar ao chegar à terra.
Evitemos atulhar a mente infantil com os produtos da perturbação comum dos adultos.
Poupemos as crianças do palavreado desvairado e obsceno. Também dos noticiários amedrontadores e criminosos.
Permitamos que vivam a infância, poupando-as do excesso de atividades.
Recordemos que para a criança deverá haver hora para tudo. Para a escola e o brinquedo. Para o alimento e para o sono.
Tudo para que ela aprenda a coordenar seu tempo, a se disciplinar, forjando dias de harmonia e de maturidade para os caminhos futuros.
Ofertemos-lhe, enfim, Jesus. Com ele, ela será amparada, instruída e aconchegada, sobretudo se nos dispusermos a dar-lhe o ninho dos nossos próprios braços e dos nossos corações.
Tudo em nome dele, o menino de Nazaré, e conforme ele mesmo o faria.
Até mesmo porque ele rogou que ninguém impedisse de chegar até ele os pequeninos.
Toda criança que renasce no mundo, traz consigo a mensagem da esperança de viver, crescer e ser feliz.
É nosso dever zelar para que ela alcance seu intuito, a fim de se tornar um adulto equilibrado, homem digno, contribuindo para o bem de todos.
A infância é a escola primeira onde o adulto se ensaia e prepara para os embates do mundo.
Proteger a infância, zelar pelos pequeninos é preparar o mundo melhor do amanhã, que todos idealizamos.

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01 – A água faz parte do patrimônio do planeta Terra. Cada continente, cada povo, cada cidade, cada cidadão, é plenamente responsável aos olhos de todos.
02 – A água é a seiva de nosso planeta. Ela é condição essencial de vida de todo vegetal, animal ou ser humano. Sem ela não poderíamos conceber como são a atmosfera, o clima, a vegetação, a cultura ou a agricultura.
03 – Os recursos naturais de transformação da água em água potável são lentos, frágeis e muito limitados. Assim sendo, a água deve ser manipulada com racionalidade, precaução e parcimônia.
04 – O equilíbrio e o futuro de nosso planeta dependem da preservação da água e de seus ciclos. Estes devem permanecer intactos e funcionando normalmente para garantir a continuidade da vida sobre a Terra. Este equilíbrio depende em particular, da preservação dos mares e oceanos, por onde os ciclos começam.
05 – A água não é somente herança de nossos predecessores; ela é sobretudo um empréstimo aos nossos sucessores.Sua proteção constitui uma necessidade vital, assim como a obrigação moral do homem para com as gerações presentes e futuras.
06 – A água não é doação gratuita da natureza; ela tem um valor econômico: precisa-se saber que ela é, algumas vezes, rara e dispendiosa e que pode muito bem escassear em qualquer região do mundo.
07 – A água não deve ser desperdiçada, nem poluída, nem envenenada. De maneira geral, sua utilização deve ser feita com consciência e discernimento para que não se chegue a uma situação de esgotamento ou de deterioração da qualidade das reservas atualmente disponíveis.
08 – A utilização da água implica em respeito à lei. Sua proteção constitui uma obrigação jurídica para todo homem ou grupo social que a utiliza.
09 – A gestão da água impõe um equilíbrio entre os imperativos de sua proteção e as necessidades de ordem econômica sanitária e social.
10 – O planejamento da gestão da água deve levar em conta a solidariedade e o consenso em razão de sua distribuição desigual sobre a Terra.

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Espiritualidade é um estado de consciência; não é doutrina não!
É o que se leva dentro do coração.
É o discernimento em ação.
É o amor em profusão.
É a luz nas idéias e equilíbrio na senda.
É o valor consciente da alegria na jornada.
É a valorização da vida e de todos os aprendizados.
É mais do que só viver; é sentir a vida que pulsa em todas as coisas.
É respeitar a si mesmo, para respeitar o próximo e a natureza.
É ter a plena noção de que nada acaba na morte do corpo, pois a alma segue além, algures, na eternidade…
É saber disso – com certeza -, e não apenas crer nisso.
É viver isso – com clareza -, sem fraquejar na senda.
É ser um presente, para si mesmo, para os outros e para a própria vida. Espiritualidade é brilho nos olhos e luz nas mãos.
E isso não depende dessa ou daquela doutrina; depende apenas do próprio despertar espiritual; depende do discernimento de se unir aos sentimentos legais, no equilíbrio das próprias energias, nos atos da vida.
Ah, espiritualidade é qualidade perene; não se perde nem se ganha; apenas é!
É valor interno, que descerra o olhar para o infinito…
Para além dos sentidos convencionais.
É janela espiritual que se abre, dentro de si mesmo, para ver a luz que está em tudo.
Espiritualidade é essa maravilha: o encontro consigo mesmo em paz.
Espiritualidade é ser feliz, mesmo que ninguém entenda por quê.
É quando você se alegra, só pelo fato de estar vivo!
É quando o chacra de seu coração se abre igual a uma rosa, e você se sente possuído por um amor que não é condicionado a coisa alguma, mas que ama tudo.
É quando você nem sabe explicar porque ama; só sabe que ama.
Espiritualidade não depende de estar na Terra ou no espaço; de estar solteiro ou casado; de pertencer a este ou aquele lugar; ou de crer nisso ou naquilo.
É valor de consciência, alcançado por esforço próprio e faz o viver se tornar sadio.
Espiritualidade é apenas isso: Ser feliz!
Ou como ensinavam os sábios celtas de outrora:
Ser um ser presente!
wagner borges

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“Eu sou aquele que te espera.
O teu carro tem um som especial e eu posso reconhecê-lo entre mil.
Os teus passos tem um timbre de magia, eles são música para meus ouvidos.
A tua voz é sinal maior do meu momento feliz.E as vezes tu nem precisas falar…
Eu ouço a tua tristeza, eu sinto a tua alegria.
Como isso me faz feliz!Eu não sei o que é cheiro bom ou mal.
Só sei que o teu cheiro é o melhor.De algumas presenças eu gosto.
De outras não!
Mas a tua presença é que movimenta meus sentidos.
Tu, acordado, me despertas.
Dormindo, és meu Deus em repouso.E eu velo teu sono.
Teu olhar é um raio de luz quando percebo teu despertar.
As tuas mãos sobre mim têm a leveza da paz.
E quando tu sais, tudo é vazio outra vez.
Eu volto a esperar sempre e sempre.
Pelo som do teu carro.
Pelos teus passos.
Pela tua voz.
Pelo teu estado às vezes inconstante de humor.
Pelo teu cheiro.Pelo teu sono sob minha vigília.
Pelo teu olhar.
Pelas tuas mãos.
Eu sou feliz assim…
EU SOU SEU CÃO .”

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Caminhava descontraído, pelas ruas de São Paulo,
A grande metrópole amanhecia, os raios de sol vinham de encontro ao meu rosto,
Nas avenidas, velhas pedras distribuídas lado a lado, calçadas amareladas pelo tempo,prédios antigos e novos misturados sem parcimônia.
Como lembranças de um passado distante, como lembranças de um passado recente.
Pombos voando alegremente, como que me saudando.
Ouço canções num mp3 hoje, que até bem pouco tempo atrás ouvia num walk man,
Mas o som é o mesmo, como era ainda a muito tempo atrás, em grandes discos de vinil, buscados com imenso prazer nas mega stores de música da grande São Paulo mesmo.
As andanças pelas ruas da grande metrópole ao som de Crosby,Stills,Nash & Young, oh… “Ohio” (quatro mortes em Ohio),”Guinevere”, “Woodstock”, “Teach your children” (um hino de toda uma geração beat),”Soldiers of peace”…
E o sol agora já vai alto, você é meu sol, e eu sou feliz !
Como é bom andar por São Paulo, nesta vida louca, é bom não se chatear, senão num hospício vou parar, não me importo com nada, não me importo com nada, só quero a minha liberdade.
E de repente bem ali na calçada, como num incrível passe de mágica, surge na minha frente uma garota de cabelos cacheados vendendo “Dunkin Donuts”, uau !!!
Agora estou caminhando pelas ruas de São Paulo, sob um sol de primavera, ouvindo Crosby,Stills,Nash & Young, e comendo Dunkin Donuts …
Estou feliz, estou realmente “very,very happy”.
Tem coisas na vida que eu não abro mão, não abro mão.
E um dia, um dia num futuro não muito distante,eu vou estar caminhando por São Paulo,
sob um sol de primavera, ainda ouvindo Crosby,Stills,Nash & Young, comendo Dunkin Donuts , e podendo dizer …
Estou feliz, essa é a vida que eu sempre quis!

belmonte
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Tem coisas na vida que eu não abro mão.
Passar a noite com a Dóris,
passar um fim de semana na grama do aterro sob o sol,
comer salmão com um bom vinho,
deitar no chão e brincar com a Lady,
pegar o Arthur no colo e dançar ao som dos Beatles ou Rolling Stones,
jogar vídeo game, de preferência os antigos,
ler gibi,
montar aeromodelos,
voar aeromodelos,
competir com aeromodelos,
ouvir rock and roll,
ouvir muito rock and roll no mais alto volume possível,
enfim…
todo dia,
toda hora,
toda hora rola um blues !

belmonte.
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AMANHÃ É UM NOVO DIA.
Às vezes eu penso tanto em você
Tenho até medo de enlouquecer
Às vezes eu penso, tanto em você
Tenho até medo, de enlouquecer
Vamos seguir sempre juntos
Vamos até o fim da linha
Vamos deixar acontecer tudo de novo
Outra vez, que amanhã é um novo dia
É maravilhoso, ter você
Sempre ao meu lado, a me enlouquecer
É maravilhoso, ter você
Sempre ao meu lado, a me enlouquecer
Vamos seguir, sempre juntos
Vamos até, o fim da linha
Vamos deixar acontecer, tudo de novo
Outra vez, que amanhã é um novo dia
Eu não quero, nem pensar em te perder
Nã nã nã nã nã não, não não não não
Eu não quero nem pensar em te perder
Nã nã nã nã nã não, não não não

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E lá se foi Mercedes Sosa.
Mercedes Sosa nasceu em San Miguel de Tucumán na província de Tucumán, no noroeste da Argentina, em 9 de julho de 1935. Ela tinha ascendência mestizo (mistura de europeus com ameríndios),francesa e dos indígenas do grupo Quechua.
Sosa faleceu aos 74 anos de idade em 4 de outubro de 2009, às 5h15min (horário local), em Buenos Aires. Ela foi internada no dia 18 de setembro na Clínica de la Trinidad, no bairro de Palermo, por causa de um problema renal. Seu quadro piorou a partir do momento em que teve complicações hepáticas e pulmonares. Em seus últimos dias, foi mantida sedada, respirando com a ajuda de aparelhos. Seu corpo foi velado no Congresso Nacional, em Buenos Aires, e será cremado no cemitério de La Chacarita no dia 5. Uma parte de suas cinzas será espalhada em sua província natal. A outra será colocada em Mendoza, província pela qual havia declarado sentir um grande amor. O restante permanecerá na capital argentina, cidade onde morava há décadas.
Foi certamente a maior “cantante” da Argentina.
QUE DESCANSE EM PAZ, A GRANDE MERCEDES SOSA !

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ME ABRAÇA E ME BEIJA MAS LARGA A CERVEJA .
Meu bem, me abraça e me beija,
mas larga a cerveja,
assim não dá pé!
Meu bem, me abraça e me beija,
mas larga a cerveja,
assim não dá pé!
Você é louca,
logo cedo,
já entra na lata,
no café da manhã!
no almoço, toma mais duas,
tá louca,
não vou te agüentar,não,
não!
Meu bem, me abraça e me beija,
mas larga a cerveja,
assim não dá pé!
Meu bem, me abraça e me beija,
mas larga a cerveja,
assim não dá pé!
À tarde, não sai do telefone,
briga com a vizinha,
sem largar a latinha.
À noite,
já tá doidona,
tomou todas,
e queimou o jantar,
o jantar!
Meu bem, me abraça e me beija,
mas larga a cerveja,
assim não dá pé!
Meu bem, me abraça e me beija,
mas larga a cerveja,
assim não dá pé!

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