Mais uma alma chegou ao paraíso.
Quanto mais me decepciono com o mundo dos homens, mais fico sozinho com a partida de meus companheirinhos, os animais.
Não tenho, nem nunca tive, entre os seres humanos, a verdadeira amizade que recebo dos animais, fato inconteste.
Podia ficar anos sem ver a cadelinha Xena, mas quando chegava em sua casa lá vinha ela correndo me “abraçar e beijar”.
Os poucos dias que ficava em seu convívio ela ficava sempre por perto de mim.
Pedia para passear comigo, estava sempre pronta a me dar carinho, sempre ao meu lado.
Xena era a cadelinha de estimação de minha irmã, de minha sobrinha Renata, de minha mãe Abigail… Xena era a cadelinha de muita gente da família.
Tinha um olhar que parecia estar sempre triste, mas que sempre deixou todos nós muito felizes.
Ontem ela partiu, nos deixou muito cedo, como muito cedo todos nossos bichinhos nos deixam.
Dez, doze, quinze anos de convívio com nossos cães e gatos é muito pouco para quem fica na Terra cerca de 70, 80, 90 anos.
Acabamos por fazer uma amizade inseparável, insuperável, de êxtase sem fim com esses eternamente companheiros, e quando nos deixam ficamos assim como que se nos tivessem puxado o tapete, nos sentimos lesados, ficamos com um imenso vazio no peito.
A amizade pura, sem esperar retorno, sem esperar nada em troca, é uma coisa que só mesmo com esses pequenos seres encontramos.
Xeninha se foi, vai passear agora pelos campos floridos do paraíso, e nós, nós ficamos aqui, sentindo sua falta todos os dias, dia após dia, ano após ano, até o fim de nossos dias, quando então iremos ao seu encontro e poderemos matar a saudade que certamente irá ficar fundo no peito.
Adeus amiguinha, seja feliz para todo o sempre…


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É o preço que a gente paga para ter esse amigos pertos de nós por um pequeno tempo né?
Sinto muito pela sua dor.
Um beijo no coração.
Iaia
Ana´s last blog ..Seu desejo foi atendido
Sei muito bem como é isso.Triste!Pena! abraços,chica