Monthly Archives: julho 2009

A IMPORTÂNCIA CRUCIAL DOS PRIMEIROS ANOS DE VIDA: COM A PALAVRA, O BEBÊ

Bebe

por Jan Hunt, Psicóloga Diretora do “The Natural Child Project

“Tenho onze meses. Ainda não posso falar, então quando eu sinto sede, cansaço, quando estou molhado, sozinho, doente ou com dor, eu choro. Esse é o único meio de que disponho para mostrar a meus pais que alguma coisa não vai bem.

Se ignoram meu choro, acontece que minhas necessidades aumentam e eu me sinto ainda mais infeliz. Ainda por cima eu tenho que enfrentar o fato de que ninguém parece se importar comigo. Tenho certeza que mamãe sentiria a mesma coisa se ela estivesse chorando e papai não ligasse para ela. É arrasador imaginar que ninguém se importa com você.

Quando minhas lágrimas são ignoradas eu começo a pensar que não importa o quê esteja errado comigo e nem o quanto eu chore, jamais serei atendido. Tenho medo, porque se eu não for atendido, pode ser que eu morra, pois ainda não sou capaz de satisfazer minhas próprias necessidades. Sabe, eu não tenho noção de tempo e para mim dois minutos parecem uma eternidade.

Às vezes eu paro de chorar – mas não estou aprendendo a ser paciente – aprendi o que é o desespero. Quando paro de chorar, quer dizer que perdi toda a esperança de voltar a ser amado um dia e tudo o que sinto é desamparo e desânimo. Temo jamais aprender a me expressar em palavras se não me permitirem que eu me expresse chorando. E temo que se me frustrarem assim muitas vezes, eu me retraia e não sinta mais nada.

É claro que é assustador pensar que ninguém se importa em satisfazer as minhas necessidades. na verdade, quando meus gritos são ignorados eu começo a imaginar que o mundo é um lugar ruim e temo que com isso eu enxergue a vida de um modo negativo e egoísta. Mas quando as minhas necessidades são satisfeitas eu me sinto amado e seguro o suficiente para retribuir esse amor aos outros e mais tarde para meus próprios filhos. Eu quero sim me tornar uma pessoa amorosa e responsável, mas como vou aprender a ser assim se não tiver um exemplo a seguir?

Fico muito sozinho quando meus pais se afastam de mim. Durante nove meses eu e mamãe fomos inseparáveis e eu senti muito amor dentro dela. Ela era tudo o que eu conhecia quando cheguei nesse estranho planeta. Vou precisar de algum tempo – uns três anos ou mais – até eu desenvolver confiança e estar preparado para outras pessoas cuidarem de mim. Quanto mais seguro eu me sentir agora, menos tempo será necessário. Se eu for obrigado a enfrentar essa separação antes de estar pronto, vai demorar um pouco mais. Na verdade, talvez eu nunca atinja o nível de maturidade que eu espero alcançar quando for adulto.

À noite eu gosto de dormir perto de meus pais. Poder tocá-los e ouvi-los na escuridão da noite é o único modo de eu saber que eles não desapareceram. Tenho outras razões para querer que estejam por perto: sua presença ajuda a regular os batimentos do meu coração, minha pressão, temperatura e ciclos de sono, e sua respiração regula a minha própria!

Adoro mamar no peito. O leite materno é o melhor alimento para mim, tem substâncias importantes que o leite em pó não tem e que me ajudarão a permanecer saudável durante muitos anos. Quando mamãe me amamenta ela produz um hormônio que a deixa feliz também. Melhor de tudo, a amamentação me aproxima de mamãe.

Não tenho a intenção de tirar proveito de meus pais. Eu os amo profundamente. Só estou pedindo os mesmos cuidados que foram dispensados aos bebês por milhares de anos, antes de nossa época. Se minhas necessidades forem preenchidas eu serei livre para demonstrar todo o amor e confiança com que nasci. Tudo o que eu desejo é uma oportunidade de expressar plenamente esse amor.”

Emocionante. Lembrem-se sempre disso quando forem dizer que seu bebê chora demais ou que é muito manhoso…

Popularity: 30% [?]

Solidão…

Solidão

O que faz uma pessoa sentir-se solitária, mesmo cercada daqueles que mais ama no mundo? O que faz uma pessoa sentir-se deslocada dentro de sua própria intimidade? Por que esse tipo de coisa acontece?

E sentir-se culpado por sentir-se solitário, mesmo cercado daqueles que mais ama no mundo? Sentir-se culpado por  sentir-se deslocado dentro de sua própria intimidade? …

Afe, melhor parar por aqui, ou minha cabeça vai dar um nó…

Popularity: 3% [?]

Amor de Avós

Fui este fim-de-semana a uma loja de artigos para bebês, com meus pais e o Arthur. Estava eu à procura de mais uma Dr Brown’s, quando escuto as risadas do outro lado da loja. A cena: Arthur, no colo da minha mãe, morrendo de rir do meu pai, que segurava um aviãozinho de pelúcia de uns 35 cm de envergadura, apertando o bichinho, o que fazia suas asas baterem igual a uma libélula. Minha mãe, igualmente, ria muito… mais uns cinco minutos, e mais risadas: dessa vez, minha mãe segurava um bonequinho de pelúcia todo colorido numa das mãos e na outra, um bonequinho com uma boinha na cintura… ela mandou Arthur escolher um deles, e ele, claro,  escolheu o bonequinho colorido. Mais uma vez, eles morreram de rir, e eu junto… parecia que eu tinha levado três crianças a uma loja de brinquedos! Mas sabe qual era a real atmosfera da situação? Amor.Amor, pura e simplesmente. É emocionante ver a revolução que um bebezinho causa nas pessoas. Não existe tempo ruim, dor, doença. Quando ele abre aquele sorriso maravilhoso sem dentes (ops, provisoriamente, os dentinhos de baixo estão dando o ar da graça…eheheh), você pode estar morrendo, que seu astral sobe na mesma hora. É gratificante, Arthur está crescendo, virando uma pessoinha muito carinhosa, feliz e de opinião própria (ehehehehhe). E é gratificante ver a felicidade dos meus pais, quando estão com ele. Obrigada, meus queridos, por existirem e por serem esses pais/avós maravilhosos. Arthur e o avião... Arthur e o avião-libélula…eheheheh

Popularity: 2% [?]

A vida surpreende…

amizade

Hoje fui à academia que frequentava até antes de engravidar do Arthur. Eu precisei parar por causa do meu problema de coluna, meu Ginecologista Obstetra achou melhor não faze exercícios durante a gravidez. Eu nunca fui do tipo de fazer amizades em todo lugar em que vou, mas depois de velha acabei “pegando essa mania”…ehehehe uma colega chegou a me procurar no serviço, pra saber como eu estava, durante a gravidez, e veio mais umas duas vezes, e sempre trazia notícias do professor e dos colegas. Isso me tocou. Nunca tive algum colega assim, que se preocupasse comigo a ponto de me procurar pra ter notícias. E assim nasceu um carinho muito grande por ela (te adoro, Lúcia!) e pelo professor, pela turma… enfim, eu estava apenas esperando o Arthur desmamar pra poder voltar pra malhação, quando receci a notícia de nosso escritório vai mudar de bairro… puxa, vou ter que mudar de academia, vai ficar muito fora do caminho. Então hoje, o ônibus passou rapidinho, e resolvi ir até lá me despedir. Me receberam com tanta alegria, que quase chorei! Dei um grande abraço em todos, conversamos um pouquinho e vim-me embora, senão chegava atrasada… mas foi difícil sair, estou com tantas saudades do astral da turma, do professor… a vida é assim, né? Você encontra pessoas especiais onde menos espera….

Related Posts with Thumbnails

Popularity: 2% [?]

Copy Protected by Chetans WP-Copyprotect.