O Circo chegou! E a Bienal, e o Homem-Aranha…

Este fim de semana foi rico em cultura pro Arthur.

No sábado de manhã, Vovó Dó, a Dinda e o Vovô Dú levaram o baixinho na Quinta Bienal Capixaba do Livro,  que começou este fim de semana e vai até o dia 12/10.

Arthur se divertiu com teatrinho de bonecos, com os “cabeções” , que ele se apaixonou, e claro, trouxe um pack de atividades do Shrek pra casa! A foto dele brincando com o pack eu vou ficar devendo, porque quando fui registrar o momento, peguei o artista pintando o rosto de vermelho “igual ao Homem-Alanha”…aí, rolou uma surtada básica da mamãe aqui, uma corrida ao banheiro pra esfregar a cara tirar a tinta, e o momento perdeu o encanto… ai,ai…eheheheh

O "Cabeção"

 

"Vovó, eu quero a mesa 'de olho'!"

 

No sábado à tarde, levamos o baixinho ao “Marcos Frota Circo Show”.

Tentamos pegar a sessão das 16h30m, mas chegamos em cima da hora (filhote dormiu bastante…eheheh) e fomos pra ver se conseguíamos lugar – parece que a cidade inteira teve a mesma ideia! O espetáculo começou e ainda estávamos na fila. Acabamos comprando pra sessão das 18h30m (ainda bem, porque estava um calor federal no sábado – imagina dentro da tenda!!). Fomos então, para o Shopping (o circo está em frente, aposto que a diretoria do shopping agradeceu!ahahah) fazer hora. Entramos na C&A e damos de cara com quem???

Pois é. O famigerado cabeça-de-teia.

Não ando muito simpática com ele não. Arthur tem aprendido muita coisa errada assistindo aos filmes e desenhos dele, além de estar agitado ao extremo, querendo literalmente subir pelas paredes e partindo pro pau quando é contrariado. O resultado? Jejum do Homem-Aranha até segunda ordem.  Pior que pra todo lado que se olhasse na dita loja, dava-se de cara com o “amigo da vizinhança”.

Aí não teve jeito, né? Nosso Baby Aranha começou a exibir suas habilidades “aranhísticas” pela loja. E, como diz o ditado, “já que é inevitável, relaxa…” mamãe não resistiu e comprou duas camisetas e um boné temáticos… ai,ai…

Um lanchinho rápido,e voltamos pro circo, uma hora antes da sessão. Eu me achando muito esperta por chegar tão cedo… tolinha. A  fila pra entrar estava gigante, me senti na própria fila do Rock in Rio (XD). Aliás, vai aí um toque pro nosso amigo Marcos Frota, dono, administrador, sei-lá-o-que do circo: atenção nos horários, querido! Eventos pra crianças não podem atrasar, você já ficou numa fila por mais de uma hora com uma criança de dois anos, cercado de palhaços vendendo besterias carésimas, e no tempo?! Falaserio!

Bem, depois de aproximadamente uma hora e meia de fila, uma besteira carésima, um churro, duas pipocas, uma água, gente tentando furar fila,  gente dando indireta por causa da fila furada, um pai de braço moído e uma mãe com o pavio pra lá de queimado, os portões se abriram.

E o show começou. Lindo, lindo,lindo.

Ele nem piscava. As luzes e cores eram hipnotizantes…eheheheh

 

Os palhaços? Confesso que achei uns chatos de galocha. Nem Arthur curtiu, e olha que desde o começo, ele só perguntava do palhaço.

Nesse momento do trapézio, com mais ou menos uma hora e 10 de show, Arthur cansou, mas cansou MESMO. Começou a querer andar, ir pro picadeiro, descer e subir escadas. Nós também achamos o espetáculo um pouco longo demais e resolvemos ir embora.

Mas valeu, matei as saudades, amo circo, e voltei a ser criança. Gritava, batia palmas e ficava de queixo caído com as peripécias dos malabaristas.

Recomendo, mas vão preparados, a coisa é cansativa desde a compra de ingressos, até a entrada. Mas de vez em quando não faz mal, né?!

Beijo grande!

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As viroses e a culpa…

Arthur está dodói.

A coisa começa mais ou menos assim: passa o dia enjoadinho, reclama de tudo, nada está bom, quer tudo e não quer nada. Lá pelo fim do dia, a famigerada febre aparece.

E dura três dias. Exatinho.

Deve ser por isso que os pediatras recomendam só levar ao médico após o terceiro com dia com febre, porque aí, o negócio estará pegando mais embaixo.

Três longos dias tentando fazer a cria se alimentar e ter que se contentar em vê-lo almoçar dois danoninhos, ou um pedaço de bolo – ou isso, ou assisti-lo arrancando a fralda pela cabeça diante de um prato de comida. (E você querendo se atirar pela janela…)

Três longos dias ajudando-o a “encher a fralda”, porque, não comendo direito, o pouco que sai, sai que nem uma pedra. (E você deita o bichinho, e aperta a barriga, massageia, dobra as perninhas, enfim, vira do avesso, tentando acabar com aquele suplício).

Três longos dias entrando no quarto durante as sonecas da tarde, que ficam extremamente longas, pra ver se ele está respirando, se está tudo bem. (Ué, mas você não queria que ele dormisse bem??)

E no quarto dia, a febre vai embora, e ele pede comida (amém!!), e você fica feliz, achando que tudo acabou…

até que a noite chega, e ele fecha a boca de novo.

No dia seguinte: coriza, nariz entupido e tosse.

Você, pra lá de cansada, arruma forças sabe-se lá de onde pra encarar mais um período punk.

E entre espirros na cara (prepare-se, você é a próxima!), inapetência e crises de birra simplesmente estratosféricas, você perde a paciência. Começa a brigar com a cria como se tivesse a idade dela e se ressente quando ele diz que não quer você (claro, sua burra, você está brigando com ele!) e quer o papai, que está no banho. Papai chega, você sai do quarto, e… adivinha só quem vem te fazer companhia:  A Dona Culpa, lembra dela?

Essa ingrata se instala e você se sente super só e a pior das mães.

E é isso, é assim que me sinto nesse exato momento.

Mãe de merda e cheia de culpa por ter perdido a pouca paciência que ainda me restava.

Mas vai passar.

Sempre passa.

 

Lembro que quando eu era criança e pegava essas viroses brabas, meu pai punha meu colchão do lado da cama deles e cuidava de mim a noite toda, dando remédios, medindo a temperatura. Me sentia tão segura! Espero que mesmo com as brigas, Arthur também se sinta assim, seguro e aconchegado.

 

Beijos.

 

 

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PIU!

Dormir com o papai é sinônimo de farra.

Parece que o baixinho espera por esse momento o dia todo. Ele pula, canta, grita, protesta quando o papai “força a barra” pra ele sossegar.

Há dias em que escuto uma briga danada dentro do quarto. Em outros, uma “risadaiada” que não parece ter fim.

Sem contar algumas tiradas geniais que tiram até a “generala” aqui do eixo, como aconteceu outro dia: Arthur derrubando a casa na hora de dormir, fugindo da troca de fralda, da colocação do pijama, e rindo de se acabar.

Instalados os dois na cama, pai e filho, entrego a mamadeira pro filhote e digo, bem séria:

- Agora você vai deitar com o papai, e a mamãe vai sair. Não quero ouvir um pio, hein?

Dou as costas e me dirijo à porta. E de repente:

- PIU!

 

 

O pai caiu na gargalhada e eu me escondi no banheiro, me acabando de rir!

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EU e meus três avôs…

Sabem, eu tive três avôs.

Dois maternos e um paterno.  Nenhum deles vive mais entre nós.

O primeiro a partir foi o Vô Nelson, em 1988. Era o pai biológico da minha mãe, e só fui conhecê-lo aos 8 anos. Coisas da vida, né? Apesar do pouco tempo que convivemos, aprendi a amá-lo e sei que fui (e sou) ainda muito amada.

O segundo, meu querido Vô Babá,  avô paterno, se foi há alguns anos – parece incrível, mas não consigo guardar a data de sua passagem. Mas lembro de muitos, muitos momentos deliciosos com a famiglia reunida, os oito netos derrubando a casa e ele sentado na sua “cadeira do papai” (na qual ele havia prendido com durex o controle remoto da tv, que vivia sumindo…ehehehe), ou jogando pela janela tudo que achava fora do lugar, ou ainda passando pixe no muro baixo do condomínio, onde os netos se reuniam com os amigos em altas e longas conversas, atrapalhando a tv…ahahaha  esse vovô chegou a celebrar bodas de ouro. Quando partiu, achamos que minha avó não aguentaria, mas graças a Deus, ela está linda, firme e forte, vivendo com minha tia.

E hoje, meu último avô vivo nos deixou. De forma rápida e inesperada. Uma ida ao hospital para um exame de sangue…e pronto. Ele se foi.

Eu cresci com ele, o Vô Benedito. Segundo marido da minha avózinha querida, paixão platônica. Ele soube esperar por ela. E a tratava como uma rainha. E se tornou avô de todas nós, as cinco netAS da família. Daqueles avôs que fazem tudo, mas tudo o que um neto pode (e não pode) pedir. Como a neta mais velha, tive muitos, mas muitos privilégios. O lugar principal na mesa, ao lado da vovó e do vovô. Cada vez que eles se mudavam, eu ganhava um balanço no quintal, com direito a escolha da cor. Ele não tinha como ser mais atencioso. Não era de dar colo ou fazer cafunés, mas tinha sempre um enorme sorriso no rosto, um jeito todo bonachão, que me deixava feliz só de ver.

Quando recebi a notícia hoje, fiquei meio anestesiada a princípio. Então comecei a lembrar de toda a minha infância colorida, dos balanços, dos doces, do sorriso… e pensei que meu filho não conhecerá nenhum de seus bisavôs.

E chorei.  E meu filho chorou comigo, penalizado pela dor da mamãe, repetindo a frase que eu lhe disse, que o “biso” foi morar com papai do céu. Mas daí pensei que agora, ele pode conhecer meu filho. E está em paz, livre das doenças. E voltei a sorrir. E meu filho, sorriu comigo, um alívio claro no seu rostinho infantil, ao perceber que o dodói da mamãe estava passando.

Serão tempos difíceis para minha avó, mas ela sabe que pode sempre contar com todos nós, seus filhos, netas e bisneto e bisneta.

Vá em paz, Vô Benedito, que Deus o tenha.

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Como você lê?

 

Já faz algum tempo desde que participei de uma blogagem coletiva do “Fio de Ariadne”, blog da Vanessa, que também escreve no “Mãe é tudo igual” (super recomendo os dois, adoro!), e estava me sentindo em falta com ela. E eis que surge um novo convite, um Meme Literário, no qual ela nos convida a escrever sobre a nossa maneira de ler. Não poderia ser um assunto melhor, pois sou simplesmente viciada em leitura!

Resumidamente, a Vanessa nos convida a escrever sobre a forma como lemos, então vamos lá.

Eu leio de tudo, vou de “Soluções para noites sem choro – crianças de 1 a 6 anos” (quem adivinha o porquê?eheheh) à “Batalha do Apocalipse – Da queda dos Anjos ao Crepúsculo do Mundo”, passando por “Crônicas de Arthur”, “O Pastor” e todos os livros sobre vampiros que encontro. Ou seja, vi + gostei = comprei.

Meus locais preferidos de leitura são o sofá e a cama – sempre tendo ao lado um petisco e um “bebível” (vício terrível, eu sei, mas fazer o que?!). Quando vou a um lugar onde sei que terei que esperar, levo sempre um “tijolão” comigo (adoro livros enormes, daqueles com mais de 400 páginas – meu marido não se conforma quando enfio um “monstro” desses na bolsa…eheheheh). Às vezes ele nem sai da minha bolsa, mas só de saber que está ali, minha leitura preferida do momento, que posso pegá-lo pra devorar a hora que quiser, me dá um prazer….será coisa de louca?!

Eu procuro sempre poupar as orelhas dos meus livros, mas invariavelmente perco o marcador, ou ele é sequestrado pelo Arthur, e acabo judiando das pobres coitadas. Ainda bem que os livros têm duas, cada uma aguenta metade do volume, né?

Cuido muito de meus livros, ficam todos bem guardadinhos longe da poeira e da luz, com muitos saquinhos de silica gel em volta. Não empresto, não dou e não dôo. Podem me chamar de egoísta, mas são meus tesouros, e estão esperando pelo Arthur – sonho com o dia em que leremos “Harry Potter” juntos pela primeira vez, assim como Anne Rice, Bernard Cornwell, Arthur Clarke, André Vianco, e etc.

Antes do Arthur nascer, eu ficava às vezes até as 4h da manhã lendo, adoro ler de madrugada! E não tem nada a ver com o silêncio, não. Eu consigo me abstrair na leitura de tal maneira, que às vezes precisam me chamar duas ou três vezes pra obter minha atenção. Minha maior frustração é não poder ler em movimento. Fico completamente tonta e enjoada. Aposto que assim seria melhor companhia ao maridão nas viagens de carro…eheheheh

Quer me ver feliz? Me dá um livro. Fico alegre que nem pinto no lixo, e se a paixão for grande, sou capaz de devorar 500 páginas em uma semana.

Mas também posso passar longos períodos sem ler, depende do meu estado de espírito. Esse ano foi assim. Ganhei vários livros no Natal e só de junho pra cá que consegui começar a lê-los, tendo que parar dois no meio do caminho, pra retomar agora.

É o caso de “A Cabana”, que leio nesse momento, e nesse segundo contato, posso dizer que estou adorando!

E você, gosta de ler? Como lê? Conta aí, aceita o convite da Vanessa!

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O Homem-Aranha também dá bom exemplo

- Filho, vem beber água, vem.

- Não, eu sou o Homem-Alanha.

- …

- Ué? Mas o Homem-Aranha também bebe água.

- …

- Mamãe, quelo água!

 

Viram só? Simples assim…ehehehe

Tenham um ótimo fim-de-semana!

Viciado em Homem-Aranha?! Quem disse??

 

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